São medos, medos que eu gostava de não ter ou até gostava de
ultrapassar mas não consigo. Sinto-me insegura e tão frágil. Não gosto de ser assim mas não consigo ser de outra forma.
A vida é realmente muito estranha e dá tantas voltas. Em Março do ano passado começamos a conhecer-nos mas ambos sabíamos que não ia passar disso,
passou-se o verão e a escola começou…em Novembro, comecei a ver as coisas com
outros olhos, a princípio achava que ia ser só mais uma vez e aquilo acabaria
por ali mas não, foi uma e depois veio outra, outra e outra e os dias foram
passando e os meses também. Comecei a gostar realmente de ti e apesar de toda a
gente me dizer que estava errada e que isso não poderia acontecer, eu não
liguei e continuei. Foram muitas as vezes que chorei, que me apeteceu dizer um
grande ‘chega’, que senti o coração tão apertadinho e fiquei tão magoada mas
apesar disso tudo…desistir nunca. Existiram coisas más mas as boas acabaram
sempre por supera-las…tanto carinho, tanto amor, tanto desejo. Morro de
ansiedade para te tocar, para te beijar, encher de ternura e tudo de bom que
possa existir. Tento dar o meu melhor. Por ti e por nós. Passaram-se oito meses
e acho que continuamos os dois sem ter a noção disso. Muitos bons e maus
momentos e nada me fez desistir de ti, nem nada te fez desistir de mim (sim,
porque não me considero nada fácil de aturar e de entender) E agora? Tenho
medo, tenho receio de como as coisas vão ficar mas por mim irá continuar tudo
igual pois ainda temos muito para dar. Ninguém mas ninguém é capaz de imaginar
aquilo que és para mim, amor. Não te esqueças...

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