sábado, 17 de março de 2012

Fez ontem oito meses, oito meses que tu…que te foste embora. Parece que já passou uma eternidade. Eu julgava que ia ser mais fácil, julgava que ia ser difícil no início mas que depois simplesmente passava mas não. Foi o oposto. Só agora é que começo a ter realmente saudades tuas. Não imaginas o quanto eu desejava ter um simples abraço, um simples miminho teu na minha cara e ouvir-te dizer “Estas cada vez mais crescida meu amor’. Eu não dava importância a nada, nunca te demonstrei que gostava realmente de ti e que sim tinhas mesmo importância na minha vida. Eras como um porto seguro. Passei a minha infância toda contigo, foste tu quem sempre cuidou de mim, quem sempre me acalmou quando tinha medo de algo. Eras tu que estava sempre lá. Depois cresci mas nada mudou, continuavas-me a proteger como sempre o fizeste. Sempre que entrava em tua casa, sorrias-me e dizias-me para me sentar no teu colo e perguntavas-me como estava e eu, nunca sei demonstrar o meu lado mais meigo e lá respondia um bocado torto. Não era por mal, não é defeito, é mesmo feitio. Lembro-me perfeitamente do dia em que decidiste ir embora. Deve ter sido dos piores dias da minha vida. Foi como se um bocadinho de mim, tivesse ido também. Não consigo nem falar de ti, com ninguém. Magoa-me, fico triste. Não queria que fosses só uma mera memória. Não queria mesmo…

Sem comentários:

Enviar um comentário