Desde
Novembro, desde aquela manhã que as coisas começaram a mudar e não foi de
repente, foi aos pouquinhos que tudo aconteceu. Não me arrependo de nada, nem
mudava nada. No entanto, as vezes, interrogo-me acerca daquilo que significo
para ti. Nunca demonstras o mínimo dos carinhos nas palavras e até mesmo nas
atitudes. Eu adoro-te, adoro tanta coisa em ti, adoro tudo o que passo contigo.
Desde os finais de tarde de novembro até as manhãs de março no rio, das tardes (perfeitas)
na tua casa e dos momentos de ternura, das trocas de sorrisos e de meros
olhares…esse teu jeito que sempre me cativou. A forma como sorris para mim,
como me agarras, como me abraças, como me beijas…ó. Sabes quando tens a certeza que não precisas
de nada mais? Eu tenho essa certeza. Fico a pensar na quantidade de momentos
que já passamos e vivemos e sinceramente já passamos por tanto e esta história
nunca foi abaixo, não pode ir agora. Não agora que estava tudo tão perfeito.
Peço-te que confies em mim, tu conheces-me tão bem, não entendo porque dás
ouvidos ao que te dizem. Eu nunca o fiz e sempre que isso acontecia, falava contigo para tentar perceber. Temos uma cumplicidade incrível, conto-te grande parte
da minha vida e nunca me calo, gosto de falar contigo, gosto que me ouças e
também gosto quando me mandas calar porque já estou a falar à imenso tempo.
Gosto das brincadeiras que temos e gosto de te mostrar que consigo ser
sempre mais forte que tu (o que é mentira). Quero-te comigo, quero-te muito.
Todos os dias. Enfeitiças-me a cada dia que passa. Já pensei em desistir
disto tudo, naqueles dias em que me sinto mesmo desiludida contigo, em que me
magoas…mas paro, penso e não consigo, nem quero. Temos tudo para estar bem, conseguimos nos entender perfeitamente, basta querermos. Basta quereres. Não sei
porque me estas a fazer isto agora, não sei mesmo mas estás-me a magoar e tu
sabes disso. Nunca vou desistir de ti, nem de nós!

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