Há dias em que penso bastante em ti e hoje é um deles. Na verdade nunca te conheci, não tenho de ti nenhuma memória, nunca te conheci os traços…não me recordo de ti e tenho pena. Segundo a mamã embalavas-me sempre nos teus braços, era a ‘menina dos teus olhos’, dizem-me que tinhas um coração enorme (…) Dizem-me também que naquele dia trágico, não querias sair da minha beira, querias ficar a tomar conta de mim e a brincar comigo. No entanto não foi isso que aconteceu, deste-me um beijo e foste embora (para sempre)…Tinhas um grande sentido protector, não deixavas que ninguém me fizesse mal. Acredito que ainda o tenhas, acredito que estejas sempre do meu lado, a proteger-me.
Agora passados vários anos, sinto saudades. Adorava ter-te comigo, ter-te conhecido, ter partilhado momentos e conversas contigo. O papá nunca fala de ti, talvez porque ainda lhe custe imenso a tua perda, apesar de já se terem passado todos estes anos. A mamã ainda hoje chora, na verdade as lágrimas de nada servem, porque é impossível lavar a ferida daqueles que realmente gostam de ti.
E eu ? Eu quando me falam de ti, sorrio e escuto atenciosamente todas as palavras e as lágrimas surgem porque é com grande ternura que me falam de ti e dos momentos que passaram contigo. Sabes, gostava que fossemos três, eu, tu e a mana. A nossa ‘pirralha’ com quem adoro implicar, na verdade é o meu orgulho e eu amo-a tal como te amarei sempre a ti. Apetece-me imaginar-te, mesmo sem ter nenhuma memória de ti, apetece-me reinventar o teu riso e espalha-lo no ar como um bando de borboletas de todas as cores (…)
CM, DF, DA

até a mim me meteste com lágrimas. e vocês as duas são o meu orgulho!
ResponderEliminarEstá mesmo bonito e emocionante.
ResponderEliminarTocou-me pela forma tão pura como descreves sentimentos e por falares genuinamente e com tanto amor, de alguém que não conheces-te.
gostei muito:)
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